sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Documentários do festival In-Edit Brasil oferecem música para os olhos


O In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical é um evento cinematográfico que tem como objetivo fomentar a produção e a difusão de filmes documentários que tenham a música como elemento central. Ele nasceu em Barcelona, em 2003, e hoje é realizado em diversos países, como Espanha, Chile, Países Baixos, Grécia, México e Uruguai.

No Brasil, o IN-EDIT acontece desde 2009. Em 2026, acontece a 18ª edição da versão brasileira no festival, que será realizada de 17 a 28 de junho de 2026, com exibições presenciais e online, através das plataformas digitais do festival e de parceiros. Abaixo você encontra nomes de alguns documentários (MPB, Jazz e Blues) que foram exibidos nos últimos 17 anos no festival. Para saber mais sobre os documentários, clique no nome do filme.

Em 2025, o festival exibiu cerca de 60 filmes, e o público pôde assisti-los no CineSesc, que tem ingressos a preços populares, e em outro locais da cidade de São Paulo, gratuitamente. Alguns documentários foram exibidos de graça por meio das plataformas Spcine Play, Sesc Digital e Itaú Cultural Play (IC Play). Mais informações e toda a futura programação podem ser consultados no site oficial do evento.

Além dos documentários exibidos no festival, você encontrar mais informações sobre documentários clicando aqui. Outros documentários interessantes sobre jazz também já apareceram neste blogue, entre eles:

Jazz on a Summer’s Day

Icons Among Us

Beyond The Notes traz a história da Blue Note

Zuza Homem de Jazz:

Ronnie's

Jazz Fest: A New Orleans Story

Ron Carter: Finding The Right Notes

A Great Day in Jazz

Miles Davis: Birth of the Cool

Brasil Toca Choro

Documentário exibidos no In-Edit Brasil:

Max Roach: The Drum Also Waltzes

Keep On Keepin’ On

The Case of The Three Sided Dream

Noel Rosa Poeta da Vila e do Povo

Brötzmann

João Donato - Nasci Para Bailar

Diário de Naná

Blues Everyday

Na Base da Bossa, 50 Anos de Excelência

Cachao, ¡Uno Más!

Música Subterrânea

Anita O’Day: The Life of a Jazz Singer

Nina Simone, Love Sorceress… Forever

New Orleans: Music in Exile

Martino Unstrung: A Brain Mystery

Calle 54

El Miagro de Candeal

Dave Brubeck: In His Own Sweet Way

Michel petrucciani/

Noel Rosa

Cartola: Música para os Olhos

Johnny Mercer: The Dream’s On Me

Finding Fela

Who’s Sonny Rollins

Art Blakey - The Jazz Messenger

Sonny Rollins: Beyond The Notes

Who’s Crazy - David, Charlie and Ornette

Betty Carter: New All The Time

Sound??

Paulo Moura - Alma Brasileira

Ensaio Sobre o Silêncio

O Piano Que Conversa

Bill Frisell: A Portrait

Chasing Trane: The John Coltrane Documentary

The Jazz Loft According to W. Eugene Smith

Cool Cats

I Am The Blues

Samba e Jazz

Sete Corações

Jaco

Os Afro-sambas: O Brasil de Baden e Vinicius

As Travessias De Letieres Leite

Legacy

Misty - The Erroll Garner Story

Let's Get Lost/

Saravah

Elis & Tom, só tinha que ser com você

Music for Black Pigeons

A Música Natureza de Léa Freire

Ivo Perelman - A Musical Storyteller

Dom Salvador & Abolition

https://br.in-edit.org/filmes/garoto-vivo-sonhando/

https://br.in-edit.org/filmes/rewind-and-play/

Amaro Freitas - O Piano Como Extensão da Alma

Meu Amigo Fela

We Need Songwriters

Milford Graves Full Mantis

Onde Está Você, João Gilberto?



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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Bob James tem legado de seis décadas a serviço da música


Veterano incontornável da cena jazzística norte-americana, Bob James nasceu em 1939, no Missouri, e construiu uma carreira de mais de seis décadas marcada pela versatilidade e pelo cruzamento de linguagens musicais. Pianista de formação clássica, cedo se destacou pela sua sensibilidade para o jazz e pela capacidade de dialogar com diferentes estilos, da música erudita ao funk, passando pela soul, pela pop e pelas bandas sonoras.

James começou a ganhar projecção no início dos anos 60, tocando com Sarah Vaughan, antes de se tornar num dos músicos e arranjadores de estúdio mais requisitados em Nova Iorque. A sua carreira discográfica como líder arrancou verdadeiramente nos anos 70, quando assinou com a CTI Records, sob a orientação do produtor Creed Taylor. Foi nesse contexto que surgiram dois dos seus álbuns mais marcantes: One (1974) e Two (1975).

Em One, Bob James deu corpo a uma sonoridade singular que fundia jazz, groove funk e arranjos orquestrais carregados de imaginação. O tema “Nautilus” tornou-se não apenas uma peça de culto do jazz de fusão, mas também uma das faixas mais sampladas na história do hip hop, reaparecendo em discos de artistas como Eric B. & Rakim, Run-D.M.C., A Tribe Called Quest, Ghostface Killah e Wu-Tang Clan. Já em Two, seria a vez de “Take Me to the Mardi Gras” se transformar num clássico absoluto das pistas e do sampling, um dos “breaks” mais utilizados por DJs e produtores, dos Run-D.M.C. a A$AP Rocky, entre tantos outros.
1ª formação do Fourplay, com James, Lee Ritenour, Nathan East e Harvey Mason

Suas composições e gravações moldaram a estética do hip hop dos anos 80 e 90, tornando-o uma referência inesperada para gerações mais novas. Ao mesmo tempo, a sua carreira seguiu um percurso de enorme diversidade, com trabalhos em estúdio, bandas sonoras para cinema e televisão (entre elas, a célebre abertura da série Taxi), colaborações em ensembles de jazz, álbuns a solo e ainda a formação do grupo Fourplay, um dos mais populares quartetos de smooth jazz/fusion dos anos 90 e 2000.

Em 2025, aos 85 anos de idade, ele lançou um novo disco em dueto com um saxofonista, como fez com David Sanborn e Kirk Whalum no passado, mas desta vez o escolhido foi o veterano Dave Koz. O álbum Just Us, com Koz, foi indicado para o Grammy na categoria melhor disco de música instrumental contemporânea. O pianista tem no currículo 20 indicações ao Grammy, conquistando o prêmio duas vezes, uma com a parceria de Sanborn e outra com o violonista Earl Klugh, na década de 1980.



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FONTE: Rimas e Batidas