segunda-feira, 24 de julho de 2006

Eu

Estou há um ano sem emprego. A última vez que trabalhei foi como redator da Folhapress, que é agência de notícias do jornal Folha de S. Paulo. Consegui esse trabalho após fazer um frila na cobertura das olimpíadas de Londres, em 2012. Por quatro anos, fiz o meu trabalho como sempre o faço, com dedicação e responsabilidade. Mas a crise que assola o país me jogou no limbo profissional assim como acontece atualmente com 14 milhões de brasileiros.

Minha trajetória no jornalismo começou tardia. Por 10 anos, antes de trabalhar no jornalismo, fui comerciário – vendedor, gerente e comprador – em lojas de CDs na capital paulista. Minha paixão por música e pela área comercial retardou minha entrada no jornalismo. Mas o "fim" do comércio de CDs me obrigou a encarar o jornalismo. Levado por um ex-colega de faculdade, entrei na Agência Estado, que é a agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo, em 2000, para fazer a cobertura das olimpíadas de Sydney. Fiquei no Grupo Estado por 8 anos, entre idas e vindas, e de lá fui para o R7, site de noticias da Rede Record, e depois finalmente para a Folha de S.Paulo.

Nesse meio tempo, comprei meu apartamento, casei, tive dois filhos, lancei um livro e tento levar minha vida baseada nos princípios que acho correto. É isso que prego na minha vida pessoal e na minha vida profissional. Nos últimos 25 anos - comecei a trabalhar aos 16 anos -, tenho tentado ser um profissional sério, mas ao mesmo tempo alguém que não tem como principal objetivo a ascensão profissional desenfreada. Sempre fui muito tranquilo em relação a isso. Não tenho sonhos e muito menos pretensão de me tornar um líder, um diretor executivo ou assumir um papel de destaque em uma grande corporação. Meu perfil profissional sempre foi de somar, de ajudar, de interagir e de compreender as necessidades das pessoas e poder ajudar e a somar.

Meu atual momento passa pela dificuldade de voltar ao mercado de trabalho. Com mais de 40 anos, sem inglês fluente e atuando como jornalista na última década, tudo fica mais difícil para conseguir um emprego. Na área comercial, não tenho conseguido porque não sou mais um novato e por não trabalhar no ramo há uma década. Na área jornalística, a falta de inglês atrapalha bastante e a falta de experiência em comunicação corporativa – onde se encontra mais vagas – são alguns dos entraves para voltar ao batente.

Minha esperança, além da melhora da economia do país, é conseguir uma indicação para uma entrevista ou uma indicação de contato. No decorrer de duas décadas, consegui apenas um emprego sem indicação. O que hoje é chamado de networking, no início da década de 1990 era conhecido como Q.I. (Quem indicou). Nunca entendi o motivo de muitos profissionais baterem no peito e se orgulharem de conseguirem empregos sem a ajuda de outras pessoas. Eu nunca tive vergonha de pedir ajuda para conseguir um novo emprego. Agora, quase 30 anos após meu primeiro trabalho - que por acaso também foi por indicação -, preciso novamente de uma indicação para conseguir um novo trabalho e colocar toda a minha experiência a serviço do mercado, seja ele na área comercial ou na área de comunicação.

Quem souber de qualquer trabalho, por favor, me avise. Tenho feito minha parte, mas sozinho sei que não vou conseguir. Meu e-mail é sobrejazz@hotmail.com Obrigado EMERSON

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